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A Estratégia dos “Pods”: Como transformar o seu escritório num ímã de talentos na era da IA
24/jul/2026

A Estratégia dos “Pods”: Como transformar o seu escritório num ímã de talentos na era da IA

Se você é o tipo de gestor que anda medindo produtividade pela quantidade de horas logadas e crachás batidos na catraca, saiba que a SXSW 2026 trouxe uma má notícia: esse debate acabou.

O problema nunca foi o escritório em si. Foi o escritório tratado como obrigação.

Passamos os últimos anos forçando pessoas a atravessarem a cidade para se sentarem em baias e responderem e-mails que poderiam ter sido resolvidos de casa. 

O resultado foi previsível: resistência, desengajamento e times que enxergam o QG corporativo como uma prisão, não como um lugar onde vale a pena estar.

A virada de chave é simples de entender e difícil de executar: o futuro do trabalho não é sobre vigiar presença. É sobre transformar o escritório em um ímã

A nova pergunta que toda liderança precisa se fazer não é “como obrigo meu time a voltar?”, mas sim “como torno o escritório um lugar tão valioso que as pessoas queiram estar nele?”. E a resposta mais concreta que saiu da SXSW 2026 tem nome: os “Pods”. Já explicamos o que são a seguir.

O Paradoxo da IA: mais máquina, menos solidão

O maior erro que os executivos cometem hoje é achar que a Inteligência Artificial vai isolar as equipes. 

Os dados provam exatamente o contrário. Uma pesquisa da Gensler com 16 mil trabalhadores mostrou que os “Power Users” de IA passam menos tempo trabalhando sozinhos e mais tempo aprendendo e colaborando com os colegas.

O caso do LinkedIn ilustra bem o fenômeno. 

Os engenheiros que passaram a usar IA para programar ficaram mais abertos a interrupções e conversas. O motivo é técnico e revelador: como a IA recupera o contexto de um trabalho rapidamente, o custo de ser interrompido despencou. 

Antes, parar para ajudar um colega significava perder o fio da meada por meia hora. Agora, a retomada é quase instantânea.

A consequência estratégica é enorme. O gargalo das empresas deixou de ser a execução individual e passou a ser o alinhamento coletivo. E alinhamento não se resolve com mais horas de escritório. Resolve-se com pessoas certas, juntas, no momento certo.

A Estratégia dos “Pods”

Se o valor está na colaboração, o espaço físico precisa ser desenhado para provocá-la. Foi exatamente isso que o LinkedIn testou com o conceito de “Pods“.


Eles redesenharam os andares e mataram as mesas individuais para abrigar pequenas equipes cross-funcionais de 4 a 8 pessoas, agrupadas por missão, não por departamento. Em apenas 11 semanas, o resultado foi mais brainstorming, melhor performance e muito menos fricção entre áreas. O futuro do trabalho, ao que tudo indica, não é individual nem massificado. É em pequenos grupos coesos.

A Rivian, fabricante de veículos elétricos, levou a lógica ao extremo e passou a operar como um verdadeiro “Grupo de Afinidade”. Em vez de contratar pilotos profissionais, a empresa coloca os próprios engenheiros para testar os carros em competições no gelo, ao lado dos clientes. O escritório deixou de ser um departamento de burocracia e virou um “acampamento base” para a missão. O foco não é exigir presença. É justificar o deslocamento com relevância real.

Na prática: como a On já opera em “Pods”

Quando o conceito dos Pods subiu ao palco da SXSW 2026, a sensação aqui na On foi menos de descoberta e mais de reconhecimento. O modelo é, na essência, o mesmo que já estruturava a nossa rotina.

A On opera em regime híbrido. A maior parte da semana é remota, mas mantemos um dia presencial fixo, porque entendemos que a troca cara a cara é essencial.

Em vez de convocar a agência inteira no mesmo dia, cada dia da semana pertence a um Squad específico. Não são departamentos: são times cross-funcionais organizados por contexto de cliente.

É exatamente a lógica dos Pods: grupos coesos, agrupados por missão, com pessoas de especialidades diferentes resolvendo o mesmo problema na mesma sala.

O efeito prático é que o presencial deixa de ser uma “exigência de calendário” e passa a ter propósito. Ninguém vai trabalhar sozinho ao lado de outras pessoas que também estão trabalhando sozinhas. Vai quem tem contexto compartilhado para trocar naquele dia.

O escritório não morreu. A obrigação, sim.

No fim das contas, o grande erro das lideranças hoje é confundir presença com produtividade e controle com resultado. 

Exigir que o time volte para o escritório sem dar um bom motivo para isso é resolver o sintoma errado. As pessoas não resistem ao escritório. Resistem a atravessar a cidade para fazer o que fariam melhor de casa.

Portanto, reinventar o trabalho na era da IA não é escolher entre presencial e remoto. 

É reprojetar o espaço, os times e a missão para que estar junto valha a pena. Quem transforma o escritório em ímã atrai os melhores profissionais do mercado, acelera a colaboração e retém talento que a concorrência gostaria de ter. Quem continua tratando presença como obrigação vai gastar energia vigiando catraca enquanto vê os bons profissionais migrarem para empresas que inovam em Pods.

Aqui na On, traduzimos os aprendizados da SXSW 2026 em estratégias reais de marketing digital e reestruturação de operação, com foco no que de fato move o ponteiro: pessoas, processos e cultura potencializados por tecnologia.

A On é uma agência especializada em AI First e nosso trabalho é ajudar lideranças a desenharem operações onde a Inteligência Artificial escala a colaboração humana, em vez de substituí-la. Fale com a nossa equipe e continue acompanhando nosso blog para liderar o futuro do trabalho com relevância.

Leia também: O fim do plano de 5 anos: Como o framework “Zoom Out, Zoom In” blinda sua empresa na era da IA

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24/jul/2026

A Estratégia dos “Pods”: Como transformar o seu escritório num ímã de talentos na era da IA

Se você é o tipo de gestor que anda medindo produtividade pela quantidade de horas logadas e crachás batidos na catraca, saiba que a SXSW 2026 trouxe uma má notícia: esse debate acabou.

O problema nunca foi o escritório em si. Foi o escritório tratado como obrigação.

Passamos os últimos anos forçando pessoas a atravessarem a cidade para se sentarem em baias e responderem e-mails que poderiam ter sido resolvidos de casa. 

O resultado foi previsível: resistência, desengajamento e times que enxergam o QG corporativo como uma prisão, não como um lugar onde vale a pena estar.

A virada de chave é simples de entender e difícil de executar: o futuro do trabalho não é sobre vigiar presença. É sobre transformar o escritório em um ímã

A nova pergunta que toda liderança precisa se fazer não é “como obrigo meu time a voltar?”, mas sim “como torno o escritório um lugar tão valioso que as pessoas queiram estar nele?”. E a resposta mais concreta que saiu da SXSW 2026 tem nome: os “Pods”. Já explicamos o que são a seguir.

O Paradoxo da IA: mais máquina, menos solidão

O maior erro que os executivos cometem hoje é achar que a Inteligência Artificial vai isolar as equipes. 

Os dados provam exatamente o contrário. Uma pesquisa da Gensler com 16 mil trabalhadores mostrou que os “Power Users” de IA passam menos tempo trabalhando sozinhos e mais tempo aprendendo e colaborando com os colegas.

O caso do LinkedIn ilustra bem o fenômeno. 

Os engenheiros que passaram a usar IA para programar ficaram mais abertos a interrupções e conversas. O motivo é técnico e revelador: como a IA recupera o contexto de um trabalho rapidamente, o custo de ser interrompido despencou. 

Antes, parar para ajudar um colega significava perder o fio da meada por meia hora. Agora, a retomada é quase instantânea.

A consequência estratégica é enorme. O gargalo das empresas deixou de ser a execução individual e passou a ser o alinhamento coletivo. E alinhamento não se resolve com mais horas de escritório. Resolve-se com pessoas certas, juntas, no momento certo.

A Estratégia dos “Pods”

Se o valor está na colaboração, o espaço físico precisa ser desenhado para provocá-la. Foi exatamente isso que o LinkedIn testou com o conceito de “Pods“.


Eles redesenharam os andares e mataram as mesas individuais para abrigar pequenas equipes cross-funcionais de 4 a 8 pessoas, agrupadas por missão, não por departamento. Em apenas 11 semanas, o resultado foi mais brainstorming, melhor performance e muito menos fricção entre áreas. O futuro do trabalho, ao que tudo indica, não é individual nem massificado. É em pequenos grupos coesos.

A Rivian, fabricante de veículos elétricos, levou a lógica ao extremo e passou a operar como um verdadeiro “Grupo de Afinidade”. Em vez de contratar pilotos profissionais, a empresa coloca os próprios engenheiros para testar os carros em competições no gelo, ao lado dos clientes. O escritório deixou de ser um departamento de burocracia e virou um “acampamento base” para a missão. O foco não é exigir presença. É justificar o deslocamento com relevância real.

Na prática: como a On já opera em “Pods”

Quando o conceito dos Pods subiu ao palco da SXSW 2026, a sensação aqui na On foi menos de descoberta e mais de reconhecimento. O modelo é, na essência, o mesmo que já estruturava a nossa rotina.

A On opera em regime híbrido. A maior parte da semana é remota, mas mantemos um dia presencial fixo, porque entendemos que a troca cara a cara é essencial.

Em vez de convocar a agência inteira no mesmo dia, cada dia da semana pertence a um Squad específico. Não são departamentos: são times cross-funcionais organizados por contexto de cliente.

É exatamente a lógica dos Pods: grupos coesos, agrupados por missão, com pessoas de especialidades diferentes resolvendo o mesmo problema na mesma sala.

O efeito prático é que o presencial deixa de ser uma “exigência de calendário” e passa a ter propósito. Ninguém vai trabalhar sozinho ao lado de outras pessoas que também estão trabalhando sozinhas. Vai quem tem contexto compartilhado para trocar naquele dia.

O escritório não morreu. A obrigação, sim.

No fim das contas, o grande erro das lideranças hoje é confundir presença com produtividade e controle com resultado. 

Exigir que o time volte para o escritório sem dar um bom motivo para isso é resolver o sintoma errado. As pessoas não resistem ao escritório. Resistem a atravessar a cidade para fazer o que fariam melhor de casa.

Portanto, reinventar o trabalho na era da IA não é escolher entre presencial e remoto. 

É reprojetar o espaço, os times e a missão para que estar junto valha a pena. Quem transforma o escritório em ímã atrai os melhores profissionais do mercado, acelera a colaboração e retém talento que a concorrência gostaria de ter. Quem continua tratando presença como obrigação vai gastar energia vigiando catraca enquanto vê os bons profissionais migrarem para empresas que inovam em Pods.

Aqui na On, traduzimos os aprendizados da SXSW 2026 em estratégias reais de marketing digital e reestruturação de operação, com foco no que de fato move o ponteiro: pessoas, processos e cultura potencializados por tecnologia.

A On é uma agência especializada em AI First e nosso trabalho é ajudar lideranças a desenharem operações onde a Inteligência Artificial escala a colaboração humana, em vez de substituí-la. Fale com a nossa equipe e continue acompanhando nosso blog para liderar o futuro do trabalho com relevância.

Leia também: O fim do plano de 5 anos: Como o framework “Zoom Out, Zoom In” blinda sua empresa na era da IA

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