Despreparo nas mídias sociais

Despreparo nas mídias sociais: loja virtual xinga cliente após receber reclamação

No último domingo, Nina Gazire tornou pública uma resposta que havia recebido de uma empresa. O conteúdo mostrava os reclames da jornalista a respeito do atraso na entrega de uma mercadoria adquirida por ela, dois meses atrás.

Entretanto, o que chamou atenção no caso foi a postura da empresa – que, em consequência à reclamação, tratou a cliente de forma indelicada, com xingamentos e ofensas diretas.

Despreparo nas Mídias Sociais: Conversa

O caso ganhou imensa repercussão nas mídias sociais e diversas pessoas bombardearam a página da empresa com críticas à loja, especialmente quando ela pareceu ignorar o ocorrido, trazendo ainda mais revolta aos usuários.

Na segunda-feira à tarde, a empresa emitiu uma retração pública escrita em nome de um possível funcionário, assumindo a responsabilidade pela autoria das respostas e desculpando-se por tal atitude. O comunicado, no entanto, gerou mais alarde e crítica, uma vez que internautas afirmaram que o conteúdo havia sido plagiado do jornal O Alto Acre, conforme imagem abaixo.

Despreparo nas Mídias Sociais: Retratação

Pouco tempo depois, Nina Gazire publicou em seu perfil do Facebook mensagem recebida em nome de Natasha, que se identifica como dona da loja, não apenas se desculpando, como expondo sua vida e fazendo um apelo emocional à cliente. Mais uma vez, a atitude foi criticada pelos amigos da jornalista, que continuaram incentivando-a a processar a empresa. 

Despreparo nas Mídias Sociais: E-mail

Oportunistas da internet também aproveitaram o momento e, fazendo alusão ao fenômeno Gina Indelicada, criaram uma fan-page denominada Visou Indelicada, que já conta com mais de 2.500 curtidas.

Casos como este têm se tornado cada vez mais comum devido à grande falta de importância e preparo das empresas ao lidar com as pessoas na web. É preciso entender que este ambiente dá a todos os seus integrantes o mesmo poder e ações equivocadas estão sujeitas a alcançar amplitudes inimagináveis, a nível global, podendo facilmente destruir o valor de uma marca ou até mesmo “fechar as portas” da empresa.



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