Redes sociais fragmentadas? Confira o que vem por aí

Divisões ideológicas e batalhas políticas levaram a internet à beira de uma divisão nas redes sociais. O que é de uso comum a quase todos, como Facebook e YouTube, pode, em breve, ter que dividir seu espaço, enquanto outras redes tomam seus respectivos lugares na web, para agradar usuários com diferentes posicionamentos.

Não é que o Facebook e as redes sociais que já conhecemos deixarão de existir, mas, novas potências estão começando a surgir e, por isso, devemos passar a dar atenção a elas. Pela primeira vez em anos, alternativas estão aparecendo e as pessoas estão começando a responder a isso. Essa descentralização é decorrente, principalmente, das eleições norte-americanas de 2016. E isso pode se refletir também nas eleições brasileiras em 2018.

O recurso mais valioso das redes sociais é o conteúdo produzido pelo internauta. Para atrair a atenção de seus usuários, essas novas redes distribuem seu conteúdo por interesse.  Pessoas que antes ameaçavam abandonar as redes sociais começaram a tomar atitude, migrando para novas, onde possam expressar sua opinião sem repressão ou selecionar somente quem concorda com suas opiniões no seu feed. Dando, assim, origem às redes de nicho.

O Mastodon, por exemplo, se descreve como milhares de comunidades interconectadas e disponíveis a sua escolha. Por ser uma plataforma aberta e de código livre, ele provê ferramentas para que você crie sua própria comunidade. Essa rede independe de um órgão governamental para estabelecer seu controle ou fazer algum tipo de censura. Ao escolher seu servidor, você pode selecionar suas preferências, além dos conteúdos que você deseja, ou não, ver.

Outra vertente é o Gab. Com o slogan “liberdade de expressão para todos”, a ideia é simples: liberdade total e absoluta para falar o que quiser. Ele foi adotado nos EUA por um grupo racista, xenófobo e ultradireitista (com impedimentos de conteúdo como ameaças de violência, terrorismo e divulgação de informações pessoais alheias sem o consentimento, por exemplo). No Brasil, também existem usuários do Gab, na sua maioria, aqueles que já foram censurados ou criticados nas redes sociais mais “tradicionais”.

Já prevendo essa fragmentação, o Facebook fez questão de incentivar a criação e a participação de grupos. Mas, no final das contas, mesmo nesses grupos, as postagens estão sujeitas às leis de um império maior.

A vantagem do Facebook, do Instagram e do Twitter, entre outros, é que todos os seus amigos já estão lá, e isso, consequentemente, vai influenciar na sua participação. Além, é claro, do dinheiro que essas redes têm investido para performar melhor e de todo conteúdo grátis que se pode extrair delas.

Há grandes forças nos levando à fragmentação. Elas estão, cada vez mais, conquistando um novo território independente. Os tempos mudaram. E talvez, amanhã, exista um novo ecossistema nas redes, totalmente dividido, sem sede no Vale do Silício e sem executivos para convocar a depor.

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Fontes: https://www.buzzfeed.com/bensmith/fragmentacao-redes-sociais-novas-plataformas?utm_term=.uiWZ8NDJ2#.adnVK3onl

http://coisasdogeek.com.br/doc/2017/09/11/introducao-a-rede-social-mastodon/

https://www.vice.com/pt_br/article/bmb5bz/os-brasileiros-que-usam-o-gab-a-rede-social-da-direita-alternativa-americana



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